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Influenciadores Digitais: quem é o seu?

Sabemos que na internet existe a mesma informação dita de várias formas, dependendo de quem escreve ou fala. Um exemplo bem simples disso são as notícias. Vários sites de notícias exibem a mesma notícia de um acidente, mas cada um tem sua forma de dizê-lo.

Com tantas variedades desse tipo, cada pessoa acaba se apegando a um site cujo melhor atende suas preferências. Sites que não exibem muitos anúncios, sites cujo as informações são mais detalhadas e que tem assuntos que fazem parte do seu interesse.

Assim, mesmo que seja um site pequeno, ou um site grande, ele acaba se tornando uma referência para você em busca de informações. Outro exemplo prático: quando precisamos informar nossos pais que estamos saindo para o shopping, qual o meio mais usado para comunicação no Brasil? O WhatsApp. Quando queremos chegar até a casa de alguém mas não sabemos como ir até lá, usamos o GPS do Google. É claro que existem outras alternativas, mas são cada um deles os meios mais usados dependendo do que precisamos. No entanto, o que acontece quando essas influências acabam nos afetando negativamente?

Quem são os nossos influenciadores digitais?

Cada pessoa usa uma referência para obter informações. Há milhares de formas de se obter informações na internet e cada pessoa escolhe a forma que melhor lhe convém. Quando aquela referência informa a situação de uma forma, o leitor vai interpretar aquela situação da maneira como foi escrita. Mas, e se esse mesmo leitor descobrir que a notícia que acabara de ler foi desmentida em outro lugar? Nesse caso, como é possível distinguir quem está mentindo e quem não está?

Vamos imaginar a seguinte situação: um avião que transportava uma pessoa muito importante cai e mata a todos, exceto o piloto que conseguiu sobreviver após ser socorrido. A notícia vai se espalhar e informar que o avião caiu. Mas haverá em algum site, uma notícia dizendo que o avião caiu, mas que o piloto foi o culpado pela queda, ou seja, a queda foi intencional e não acidental (o piloto perdeu o controle).

Quando o boato sobre o piloto ter intencionalmente feito com que o avião caísse se espalhar, haverá pessoas odiando esse piloto, culpando-o por ter matado aquela pessoa importante que ele transportava. Nessa situação haverá os dois posicionamentos: aqueles que acreditam que o piloto perdeu o controle e não é culpado pelas mortes que cometeu, e haverá aqueles que estão culpando o piloto por ter matado toda a tripulação, como um ato intencional.

O que ninguém sabe, é que a notícia que diz que o piloto é culpado é falsa, pois as informações reais foram camufladas. A intenção de fazer com que esse tipo de notícia seja falsa é simples: dinheiro. Existem agências que recebem dinheiro para criar essas notícias falsas, sem mencionar que o conteúdo é opinativo, não informativo.

Meus influenciadores são falsos?

Lembra-se daquela notícia de que YouTubers estão sendo pagos para falarem bem da reforma do ensino médio? Pois bem, por que eles foram escolhidos pelo governo? Por que não houve apenas a notícia dizendo “Mec pretende fazer reformas no ensino médio”? É porque os YouTubers são grandes referências de notícias e argumentos no mundo digital, principalmente para o público jovem. Assim como no exemplo do piloto, os YouTubers estão sendo pagos para darem uma informação. Isso não quer dizer que eles sejam a favor da reforma.

Não vamos acusar, ou culpar ninguém. No entanto, é de extrema importância que fique claro que o que eles estão dizendo é uma informação cujo foram pagos para isso, não pela simples vontade de falar. Então, qual a diferença?

Quando somos pagos para falar de um assunto, falaremos sobre ele, como uma propaganda de um produto. Não importa se gostamos ou não dele, estamos apenas anunciando porque fomos pagos para falar dele.

Quando opinamos é pela vontade que temos de falar do assunto com base no ponto de vista. Você pode falar bem ou mal de um produto por exemplo, com base nas suas experiências, recomendações, sem que necessariamente, esteja recebendo dinheiro para falar isso.

Qual a consequência?

Pessoas que buscam informações, ou que nem sequer sabem nada do assunto, vão achar que tal fato é bom, é útil, é importante. Esse julgamento se deve pelo fato de um site ter milhares de acessos diários, ou por um canal que possui milhões de inscritos. Não importa o prejuízo que o recurso venha trazer, pois isso não será informado ao público, já que a intensão é apenas apontar os pontos positivos.

Quem é pago para repassar informações deve tomar um grande cuidado. Ainda no exemplo da reforma, se o YouTuber que foi pago para anunciar positivamente sobre o assunto não esclarecer ao público que está sendo pago para falar, ele perderá credibilidade. O mesmo vale para sites de notícias ou matérias opinativas. O leitor busca informações, e cabe a ele julgar se concorda ou não. induzi-lo a mudar de ideia falando apenas do lado bom ou do lado ruim sobre o assunto, pode ser considerado crime e ele pode denunciar.

Novas medidas para as notícias

Recentemente, o Google e o Facebook se uniram para acabar com essas informações falsas patrocinadas. Como se tratam de grandes empresas, eles são responsáveis por exibirem anúncios quando as pessoas buscam por uma palavra-chave, ou quando a empresa conhece seus interesses com base nas suas atividades. Isso foi explicado no post O poder do Like.

Assim, quando um site publica uma notícia falsa e depois anuncia nas redes sociais ou mecanismos de busca, o objetivo da notícia não é garantir a qualidade do conteúdo, e sim no dinheiro. Na internet, informações podem valer muito dinheiro, dependendo de como são negociadas.

Custo por Clique (CPC) ou Custo por Mil impressões (CPM), são formas de os anunciantes ganharem dinheiro ao acessarem o site de conteúdo. A cada dia, as formas de anunciar estão ficando cada vez mais sofisticadas, mas algumas brechas aparecem, e quando se trata de dinheiro, todos aproveitam essas brechas para se beneficiarem.

É por isso que as duas empresas (Google e Facebook) vão gerenciar a credibilidade das informações, e julgarem se essas informações são concretas ou não. Dessa forma, o usuário poderá ter mais confiança na informação que chega até ele.

Como isso me afeta como blogueiro?

Muitos blogueiros utilizam informações de sites bem conhecidos e acessados para tomar como referência e repassar o conteúdo. Pense que, antes de um blogueiro escrever uma matéria, ele vai pesquisar sobre. Só que, se o site que ele buscar informações conter notícias falsas, ou informações que não existem, ele corre o risco de repassar a informação errada sem saber.

Por isso, se você for um blogueiro que usa referências em suas pesquisas, pesquise em vários sites antes de postar sua matéria oficial. Busque saber as vantagens e as desvantagens, benefícios ou consequências, leia os comentários, nunca deixe passar nada importante.

Se você se prender em apenas um única referência, nunca saberá se o que aquilo que está sendo dito é verdade ou não. Depois, quando seus leitores vierem reclamar que o que você escreveu é mentira pela referência que tomou, quem vai ter que suportar as críticas é o próprio blogueiro.

Tudo isso se resume em segurança da informação. Num local onde não há informações suficientes, o assunto fica muito vago, não esclarecido. Num local onde as informações transbordam, e informação é incerta. Esta é a internet.

 

Links úteis:

Google e Facebook cortam receita de publicidade de sites de notícias falsas (externo)

Como identificar notícias falsas no Google e no Facebook (externo)

Cuidado com seus estranhos seguidores no Twitter

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